O “velho-mix”.

Partir de teorias e modelos já desenvolvidos e testados para desbravar novas áreas do conhecimento é uma das formas de inovar (inovação incremental).

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O marketing, à semelhança de outras áreas do saber, tem sofrido uma colossal evolução ao longo das últimas décadas, fortemente acelerada pela democratização da internet e pelo consequente acesso generalizado a informação.

Contudo, ainda que as ferramentas, meios e atributos estejam em total ebulição, pode considerar-se que, tal como existem as cores primárias das quais derivam as restantes, também no marketing é praticamente unânime que existem quatro componentes principais, a partir dos quais se devem desenvolver as diferentes abordagens ao mercado.

Assim o clássico marketing-mix é composto pelas seguintes variáveis:

Produto: é o bem/serviço oferecido ao cliente em todas as suas vertentes (características, funções e atributos);

Preço: refere-se à quantia monetária necessária para obter o bem/serviço em causa;

Distribuição: trata-se da rede que possibilita a disponibilização do bem/serviço ao cliente;

Promoção: é o processo utilizado para comunicar os benefícios do bem/serviço visando a venda;

Brincar” sagazmente com cada uma destas variáveis e dotar cada uma delas de algo singular em relação aos demais concorrentes, é o principal desafio e, em caso de uma receita certeira, será o garante de um enorme sucesso!

É fácil por exemplo baixar o preço de um determinado artigo para se atingir pontualmente um pico de vendas, difícil é voltar a subir o mesmo, sem que o cliente exija algo em troca.

É por isso essencial preparar uma oferta apelativa e uma vez que existem inúmeras possibilidades de combinar cada um dos quatro componentes essenciais do marketing, cabe a cada empresário ou responsável do departamento, conseguir um equilíbrio entre as referidas forças, tendo em conta factores como o sector em que está inserido, o publico-alvo seleccionado e o posicionamento que deseja atingir.

Sejamos criativos!


Artigo sobre marketing-mix e a sua intemporalidade.
Publicado em Março de 2017 (Odivelas Notícias).

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